Bolas paradas e recomposições débeis tiram Cruzeiro da zona da Libertadores
Na dura batalha por um lugar entre as equipes que terão vaga na Libertadores 2027, não é possível se candidatar com tantos erros estruturais. O Cruzeiro precisa aprender a lição tomada na noite desta segunda, em Bragança Paulista, e não repetir mais os equívocos se quiser atender as expectativas do bom elenco que possui. A derrota por 4x2 para o Bragantino fez a Raposa cair para a 6ª posição.
A partida foi uma das mais agitadas da competição. 45 finalizações ao todo. Evidenciando os problemas defensivos apresentados pelos dois lados, sobretudo do Cruzeiro, mas também a agressividade e aptidão ofensiva de mineiros e paulistas. Tiago Volpi fez a diferença! Realizou defesas importantes em momentos cruciais para a manutenção da vitória dos donos da casa.
Escalações
Vagner Mancini não teve o volante recém-chegado Patrick. Fabinho formou dupla de volantes com Eric Ramires. Álix Vinícius, Rodriguinho e Mosquera foram outros desfalques. Guzman Rodriguez e Gustavo Marques foram mantidos na zaga, assim como o jovem Ryan Augusto na lateral-direita. O quarteto ofensivo foi o mesmo do empate com o Mirassol.
Artur Jorge contou com o retorno de Fabricio Bruno, mas a dupla Jonathan Jesus-João Marcelo ganhou sequência na zaga titular. Lucas Romero e Fágner foram desfalques. Zé Lucas formou a dupla de volantes com Gérson. Arroyo reassumiu sua vaga na ponta-direita. Bruno Rodrigues voltou ao banco de reservas.
Como Bragantino e Cruzeiro iniciaram o duelo que fechou a 30ª rodada do Brasileirão 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
As 20 finalizações, quatro gols e cinco chances claras em 50 minutos de futebol ajudam a contar o que foi o frenético 1º tempo em Bragança Paulista. O Cruzeiro começou melhor, foi criativos, mas pecou demais nas bolas paradas e nas transições defensivas. Sucumbiu parcialmente diante de um Bragantino agressivo e letal nos contragolpes e escanteios.
A eficiência nas bolas paradas muda uma partida. Isso ficou nítido mais uma vez. A Raposa tinha um melhor encaixe de jogo inicialmente. Subia o bloco de marcação de forma individual. Felipe Moraes se alinhava a Kaio Jorge para pressionar a dupla de zaga. Rojas ''saltava'' para vigiar Ryan, e Jonathan Jesus ''pegava'' Lucas Barbosa.
O cenário gerou muitos erros de passe para o Massa Bruta, que tentou algumas ligações diretas sem sucesso para Lucas Barbosa, mas também utilizou inversões de lado com um passe longo, principalmente com o zagueiro Guzmán Rodriguez. A equipe paulista sabe se organizar para aproveitar a sequência caso um passe desta natureza seja preciso, e começou a construir o seu 1º gol assim.
Ryan, Fabinho e Eric Ramires se conectaram rapidamente diante da demora cruzeirense para se reposicionar, e o jovem lateral fez o cruzamento que quase terminou em gol de Eduardo Sasha. Na cobrança do escanteio, no entanto, Wallace Yan bateu rápido e rasante na primeira trave. Lucas Barbosa se antecipou a William e Matheus Pereira, e desviou para vencer um atrasado Otávio.
Wallace Yan comemora em Bragantino x Cruzeiro - Brasileirão
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
A vantagem no placar para o Massa Bruta inaugurou um novo momento da partida. Os donos da casa se fixaram mais atrás, tentando desarmar no próprio campo e aproveitar a velocidade de Wallace Yan, Lucas Barbosa e Fernando nos contragolpes. Conseguiram fazer isso com frequência. As transições defensivas do Cruzeiro não foram competitivas, mas a Raposa também criou vários bons ataques.
A figura de Tiago Volpi merece destaque. Fez oito defesas apenas na 1ª etapa. Parou Zé Lucas duas vezes, Matheus Pereira três vezes, Kaio Jorge e Arroyo. Faltava precisão para o Cruzeiro balançar a rede e concluir as boas tramas que fazia. Arroyo flutuava para dentro e abria o corredor para William passar. Eles faziam ótimas combinações. O mesmo ocorria com o equatoriano e Matheus pelo meio.
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