ge.globo.com - Cruzeiro 24/09/2026 às 11:03 · 16 leituras

Edílson abre baú de brigas, detalha dia em que deu tiros no Vitória e revela golpe: "Perdi muita grana"

Edílson abre baú de brigas, detalha dia em que deu tiros no Vitória e revela golpe: "Perdi muita grana"

Edílson abre baú de brigas e detalha carreira no Abre Aspas

Edílson Silva Ferreira se autodenomina uma pessoa de personalidade. Talvez por isso tenha ganhado o apelido de "Capetinha", muito pelo futebol mostrado dentro de campo e pelas inúmeras polêmicas fora dele.

Aos 55 anos, o ex-jogador campeão do mundo pelo Brasil na Copa do Mundo de 2002 e com passagens de sucesso por Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, entre outros, diz que é um novo homem depois da participação no Big Brother Brasil.

– O Big Brother me deixou independente de várias coisas. Eu mostrei para mim mesmo que não tenho limites, consigo fazer tudo aquilo que quero. Eu me desprendi de várias coisas. No Big Brother, por mais que seja pequeno ou grande, você não pode ter mentiras, porque a mentira pode voltar contra você, então até isso aprendi. Aprendi a dar valor a várias coisas pequenas.

Edilson comenta passagem pelo BBB: “Poderia ter tirado o título da Ana Paula”

Edílson foi expulso do programa por agredir um colega de confinamento.

– Errei. Pedi desculpa ao meu estafe, desculpa ao próprio Boneco [Leandro] e ao público também, que teve muita gente que estava torcendo por mim. A Ana Paula, que ganhou o Big Brother, jogou muito bem, mas acho que a grande ameaça seria eu. Acho que poderia ter tirado o título da Ana Paula. Por tudo, pela inteligência, minha maneira de ser, pelo público que já tenho, por ser um cara honesto, sincero o tempo inteiro, brincalhão... – disse.

A carreira de sucesso no futebol poderia ter rendido uma vida mais tranquila. Segundo ele, a trairagem de algumas pessoas e os investimentos errados feitos ainda quando atuava não lhe renderam uma aposentadoria sossegada. Por isso, atualmente trabalha oferencendo serviços de assessoria para ex-atletas e jogadores em atividade.

– Perdi muita grana em fazer investimentos errados. Você tem que ter gestor financeiro dentro do projeto, pessoas de confiança para que não perca o seu dinheiro. Investi na época do Boi Gordo. Não só eu, outros jogadores também. Depois decretaram falência, a gente deixou muito dinheiro e até hoje não foi resolvido esse negócio. Tenho uma grana pesada lá para receber e até hoje não recebi.

– Se for calcular, desde 1998, 1999, dá para ficar com o burro na sombra. Ah, meu Deus do céu! Mas são coisas que acontecem, são erros que a gente comete. Talvez a gente passe por isso para ser exemplo para os jogadores mais jovens não caírem nessa lábia de pessoas que vêm com maldade para cima para poder aplicar o golpe – disse Edílson.

Edílson Capetinha em entrevista ao Abre Aspas

Marcos Ribolli

Os títulos e o sucesso como jogador sempre tiveram a companhia de confusões. Edílson admite que a personalidade forte gerou conflitos com muitos colegas de profissão, como Vanderlei Luxemburgo, Edmundo, Rincón, Petkovic, entre outros. Teve até tiros em concentração e confusão com Evaristo de Macedo.

– Tive dificuldades em todos os clubes que passei. Eu também não fui santo, não. Sou um cara com uma personalidade muito forte, já tive muita dificuldade em lidar com grupos, porque sou um cara de opinião forte o tempo inteiro, que expressa muito o que está sentindo e muito rápido. As pessoas percebem logo, porque geralmente estou sorrindo e quando fecho a cara é porque estou chateado ou puto com alguma coisa.

O Vanderlei era tiro, porrada e bomba. Ele era bom técnico, sabia o que fazer. Mas como gestor de jogadores ele tinha essa dificuldade

“Tinha as vaidades dele”: Edilson Capetinha relembra desentendimentos com Luxermburgo

Em pouco mais de duas horas de entrevista ao Abre Aspas, nos estúdios da Globo, em São Paulo, Edílson detalhou também a relação com o ex-jogador Neto, bastidores das passagens por grandes clubes do futebol brasileiro e uma curiosidade: nunca colocou uma gota de álcool na boca.

Ficha Técnica

Nome: Edílson Silva Ferreira

Apelido: Capetinha

Idade: 56 anos (17/09/1970)

Carreira: 711 jogos | 305 gols

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