Pressão intensa, Fred como pensador e mudanças no intervalo: a tática da virada do Atlético-MG
Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2026
O Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, e avançou à semifinal da Copa do Brasil. Kaio Jorge marcou de pênalti no primeiro tempo, e no segundo tempo, Victor Hugo e Fred fizeram os gols da virada.
O jogo foi marcado pelo domínio do Atlético-MG, que controlou a primeira etapa e cresceu após a polêmica expulsão de Villalba, que definiu o segundo tempo.
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Num jogo com tantos protagonistas, vamos focar nele: Eduardo Domínguez.
O "Barba" chegou com desconfiança no Galo, mas provou sua qualidade com um estilo rápido e direto. Foram a partir do "Barbabol" que o Atlético conseguiu superar a adversidade de sair perdendo após um bom primeiro tempo e virar nos pés de duas escolhas: o meia Victor Hugo e Fred, o grande craque da noite.
Eduardo Domínguez
Maxi Franzoi
ATLÉTICO COMEÇA EM CIMA NO PRIMEIRO TEMPO
O Galo jogou num 4-2-3-1 com Fred mais avançado, na linha de meias com Cuello pela direita e Bernard pela esquerda. Cassierra era o centroavante.
A prioridade era sufocar a saída do adversário, roubar a bola e buscar passes verticais para o ataque. Cuello era o principal caminho. Aberto pela direita, atacava Villalba em velocidade. Wesley demorava para voltar, e o lateral precisava sair para o duelo com pouca cobertura.
Dois lances demonstram bem o "Barbabol":
2': Cassierra cabeceou na trave após cobrança de Bernard.
6': Bernard recebeu dentro da área e parou em Otávio. Fred pegou o rebote e finalizou por cima.
Atlético-MG pressionava com Fred mais avançado. Ideia era jogar em velocidade
Reprodução
RUAN SAI E O CRUZEIRO CRESCE
Após os minutos inicias de pressão, o jogo ficou mais equilibrado. Se fosse na Copa do Mundo, falaríamos do intervalo de hidratação. Mas o que aconteceu foi que o Cruzeiro se ajustou e passou a dar mais a bola ao Galo.
Com isso, a tática era buscar Fred, o grande articulador da noite: foi camisa dez, camisa oito, camisa nove...era ele que vinha buscar a bola por dentro, lá de Castaño. Observe, na imagem, que Bernard também buscava o centro, congestionando a defesa do Cruzeiro.
Galo fica mais com a bola. Cruzeiro passa a equilibrar o jogo
Reprodução
Mas foi a partir dos 17' que o Cruzeiro começou a dominar e chegou ao gol. Ruan sentiu uma lesão e deu lugar a Vitão.
Com isso, Matheus Pereira passou a receber entre o meio e a defesa atleticana, e Kaio Jorge começou a jogar sobre o novo zagueiro. Dois lances mostram esse domínio de 15 minutos do lado celeste:
18': Matheus Pereira encontrou espaço e finalizou com perigo. O lance marcou o início do melhor período cruzeirense.
30': Kaio Jorge puxou Vitão para dentro da área, protegeu a frente do lance e recebeu a carga pelas costas. O atacante cobrou o pênalti e abriu o placar.
Kaio Jorge e Ruan não se cumprimentaram antes do clássico!
Após o gol, o Atlético retomou a pressão. Cassierra teve uma cabeçada salva por Kaio Jorge sobre a linha. Bernard também recebeu uma oportunidade clara e furou na conclusão.
Aos 42':, Villalba recebeu o primeiro cartão amarelo. O lateral já enfrentava dificuldades nos duelos com Cuello e passou a atuar sob maior risco naquele corredor.
Segundo o Barba, faltava mais precisão nas definições: “Em todas as jogadas havia um companheiro livre. Se esperássemos um segundo e déssemos um passe a mais, teríamos muitas possibilidades e finalizaríamos em melhores condições.”
DOMÍNGUEZ MUDA O ATAQUE E GALO GANHA MOBILIDADE
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